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OS VENTOS DA DEMOCRACIA

OS VENTOS DA DEMOCRACIA (um sopro pela Sociedade, pela Economia e pela Europa) Vivemos tempos incríveis e incrivelmente únicos. Os historiadores o dirão, possivelmente e desde a extinção dos dinossauros estamos hoje, em tempos da humanidade, perante a primeira crise verdadeiramente mundial. Muitos foram já os episódios de dificuldade para o ser humano, de diversa ordem, desde catástrofes naturais, pandemias, conflitos armados, entre outros. A peste negra que parece alimentar-se na nossa memória intemporal, tal foi o cunho que deixou na sociedade a partir no século XIV, pode vir a ter os dias contados no protagonismo histórico que até agora granjeou. O mesmo não direi dos dois grandes conflitos armados, as duas guerras mundiais, por toda a sua destruição, brutalidade, atualidade e universalidade, todavia qualquer um destes eventos nunca tomou uma dimensão verdadeiramente planetária como a pandemia que hoje nos assombra, onde apesar do flagelo variar de intensidade nalguns...

À Alma Portuguesa

“Nobre Povo, Nação valente e imortal…” [1] Sim, somos nós, cada um de nós e todos nós, portugueses e portuguesas! Muitos dizem estes são os tempos , eu digo este é o tempo. É o tempo deste Povo se elevar na sua nobreza, na sua imortalidade e como sempre fez, como faz, e sem dúvida continuará a fazer enfrentar as duras provas a que o tentam subjugar e mesmo de joelho no chão capaz de olhar em frente, erguer-se e avançar. É em nós que reside o meu orgulho, é em todos nós! Confesso, devo-o declarar, muita é a angústia que vai em mim, muita é a tristeza que tenta ocupar lugar, quando olho à minha volta e vejo os espaços, as ruas e o transportes vazios, o triste semblante daqueles que ainda se veem forçados a enfrentar a fera, o medo do desconhecido que tanto assusta os graúdos como o papão assusta os miúdos. Magoa saber que todos somos de carne e osso e que uns sofrem agora mais do que outros. Nós os portugueses que abrimos os braços a todos aqueles que vêm ao nosso encontr...

Sim ao Brexit… E agora?

                O Reino Unido referendou e o seu povo votou. Disse SIM. Um sim à saída da União Europeia, um não à Europa. E agora?                 Tem crescido o alarido em torno desta que é uma das principais novidades, no início deste milénio, a nível europeu. Um estado-membro que tenta disfarçar a orelha que ferve e o nervoso miudinho da sua precipitação naquela que é uma decisão de peso com direito a inscrição histórica, e uma UE incapaz de esconder o ressabiamento de quem com ameaças não tem como as fazer cumprir, o mesmo papão que papa tudo e que afinal tem uma congestão!                 O árbitro deu vermelho e como se fosse tabu a irreversibilidade da decisão, os jogadores ainda discutem a opção tomada. Um não recua por prestígio e aquele que er...

A propósito do Brexit…

                Presentemente a Europa tem sido inquietada, após o drama Grego, com uma nova ameaça de saída da UE. O Reino Unido tem atiçado os nervos das principais potências europeias e daqueles que mais veemente defende uma Europa unida, a União Europeia.                 Muito se tem especulado, muito se tem escrito, alguns contos românticos outros, dramas de amores perdidos. Existem interesses políticos, sobretudo económicos, alguns estratégicos e muitos comerciais. Vivem-se pelos dias de hoje momentos de alvoroço, de grande sentido patriótico e de apelos à salvação europeia no caso em questão.                 A eventualidade da saída da União Europeia pode suscitar as mais diversas opiniões, certos de que algumas são mera ilusão e pura fantasia, ...