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O ERRO DOS RECURSOS HUMANOS

              As conceções contemporâneas e designadamente as importações extemporâneas, ou até mesmo exóticas para algumas realidades, têm conduzido a alguns mismatch na praxis , a uma divergência crónica entre o expectável e o real. Naturalmente muito se poderia aqui encaixar, despertando-me para o efeito, especial atenção, o erro dos recursos humanos. Se o erro, como irei expor, terá raízes mais profundas, também à superfície adivinhamos desde logo na aceção de Recursos Humanos a inquinação deste mesmo conteúdo. Algo de valor superior, que atenta ao valor humano, o alento das organizações, falo naturalmente do espírito e dote genuíno de cada homem e mulher, pois do que seria das organizações se delas, por elas ou para elas excluíssemos a vocação humana? É precisamente aqui, ou melhor dizendo, nos recursos humanos que encontramos o então calcanhar de Aquiles, quando é retirada a essência desta conceção e se instrumentaliza, isto é, tr...

À Alma Portuguesa

“Nobre Povo, Nação valente e imortal…” [1] Sim, somos nós, cada um de nós e todos nós, portugueses e portuguesas! Muitos dizem estes são os tempos , eu digo este é o tempo. É o tempo deste Povo se elevar na sua nobreza, na sua imortalidade e como sempre fez, como faz, e sem dúvida continuará a fazer enfrentar as duras provas a que o tentam subjugar e mesmo de joelho no chão capaz de olhar em frente, erguer-se e avançar. É em nós que reside o meu orgulho, é em todos nós! Confesso, devo-o declarar, muita é a angústia que vai em mim, muita é a tristeza que tenta ocupar lugar, quando olho à minha volta e vejo os espaços, as ruas e o transportes vazios, o triste semblante daqueles que ainda se veem forçados a enfrentar a fera, o medo do desconhecido que tanto assusta os graúdos como o papão assusta os miúdos. Magoa saber que todos somos de carne e osso e que uns sofrem agora mais do que outros. Nós os portugueses que abrimos os braços a todos aqueles que vêm ao nosso encontr...

25 de Abril

Hoje é o dia 25 de abril. Neste dia permanece latente o ano de 1974. Conservamo-lo congelado na arca frigorífica da história e todos os anos o descongelamos e retiramos um bocadinho mais… É aquele baú lá da casa dos avós que apenas se abre quando toda a família se reúne! É um dia… Um dia que aviva memórias, almejado por muitos, indesejado por outros, vivido por uns, sonhado por outros. Muitos o recordam, outros tentam recordá-lo! Hoje é o dia da Liberdade, ou melhor dizendo, o dia em que nos lembramos e falamos de liberdade. Um dia que foi de apneia para alguns e uma inspiração para outros, um bem investido por alguns e poupado por outros. Todos falamos de liberdade, todos continuamos a desejá-la e todos relembramos esse dia de liberdade, com o receio de que com o seu esquecimento também essa Liberdade seja esquecida. É enaltecida, inflamada como se de um balão de ar quente se tratasse. Essa chama ardente eleva fumos que na sua negridão ocultam questões cujas palavras não pod...

Anotar, Avaliar, Comparar e Decidir

Já pensou comprar um micro-ondas? E que tal comprar um novo par de sapatos? Para quê gastar dinheiro, talvez antes investir numa aplicação financeira! Melhor, adotar uma nova metodologia na sua empresa… Também não?! Bem… mais simples ainda, organizar as suas tarefas? Pode ser?! Que massada… Indecisão pura!! Nós economistas, temos um jargão para esta doce palavra, indecisão, chamamos-lhe “custo de oportunidade”. Por vezes até me custa saber que indecisões minhas têm um nome tão pomposo, tão profissional, tão… técnico, como “custo de oportunidade”! Já pensaram bem no poético que é? Efetivamente é uma espécie de voz da consciência… Todavia o propósito desta reflexão é contornar um jargão sem respostas para uma metodologia que permite decidir bem ou mal mas plenamente consciente. No dia-a-dia, todos os dias, nos deparamos com dúvidas e dificuldades de escolha (leia-se decisão) seja em casa, na rua, no trabalho ou até mesmo na gestão do nosso negócio. E quantas vezes caímos na...

Emprego e Serviço Público de Emprego

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A propósito de emprego e do serviço público de emprego. Ocorreram recentemente as conhecidas mudanças políticas ao nível da governação de Portugal. O atual Ministro das Finanças demonstrou já a sua preocupação e particular interesse com a situação do (des)emprego e sua evolução.  A empregabilidade em Portugal sempre conheceu registos simpáticos tendo em conta as taxas de desemprego por cá verificadas. Consideramos que este país tem sido intensivo em capital humano nas suas atividades económicas, contribuindo assim para valores de desemprego reduzidos bem diferentes daqueles a que nos habituámos involuntariamente nestes últimos anos.   Fonte: Banco de Portugal - http://tinyurl.com/hzywrjj                 Ao longo da nossa história democrática, experimentámos taxas de desemprego relativamente baixas. Observando o gráfico acima, entrando certamente nestes valores o desempreg...